sexta-feira, 1 de julho de 2011

Coluna do Jornal da Cidade - 02/03 de julho

A grande perda

Em vida foi o agregador líder que somava amizades e criava raízes de fraternidade entre as pessoas que conviveram na seara do trabalho.   Estou referindo ao companheiro que nos deixou na semana passada que foi José Antônio de Oliveira, o timoneiro deste jornal que há 35 anos vem circulando não apenas em Taubaté, Pindamonhangaba, Moreira César, Tremembé e outras localidades. Conheci o Zé Antônio uma semana antes das eleições municipais na Rua Barão Homem de Mello no centro da cidade.  Ele vinha de automóvel e eu, então candidato, estava de megafone em punho pedindo votos para mim e o prefeituravel Vitão. Zé do Jornal estendeu a mão pelo lado de fora do carro e gritou “Frangão! Frangão! Entra aqui para conversarmos”.  Entrei e assim iniciamos amizade que perdura. Levou-me a uma padaria para tomar café no antigo estabelecimento do João Paiva. E com o jeitão de sempre prognosticou: o João Ribeiro vai vencer a eleição e você será o vereador mais votado do PMDB, mas não vai levar porque o partido não vai somar votos.  Retruquei e assim teimamos, pois esperara ser eleito.  Neste diálogo áspero começamos a nos conhecer melhor.   Já no dia seis de outubro ás dez horas da manhã, triste pois o que o Zé falou na verdade aconteceu, estava aborrecido e só.  Foi quando recebi a ligação telefônica e era o próprio dando parabéns, pois fui o mais votado da legenda, mas não consegui a vaga na Câmara Municipal.  Disse: vou viajar e em 15 dias quero conversar no Jornal da Cidade.  Dito e feito. Fui ao seu encontro e ele me contratou para trabalhar no departamento comercial do jornal e neste tempo ensinou como fazer politica.  Escrevo semanalmente nos últimos três anos, sempre neste espaço mantendo contato com os esportistas e amigos. Agora, sinto saudade do Zé Antônio que nas horas alegres e difíceis era o companheiro ideal, sempre dando motivação e apoio. Só resta orar pelo amigo que partiu e que conseguia agregar em torno do jornal pessoas de todas as classes sociais através da amizade.  Tenho a certeza que está em bom lugar espiritualmente e zelando por todos que o estimavam.
Da mesma forma a Odinéia, a Cida,  a Adélia, Marcos, Lauro, Cileide, Mariana jornalista, , Maristela, João Paulo Overney, “seu” Ribas, Diego, Rafael, Bruno, Deivid, Mariana na telefonia, Fátima, Cidinha, Fera, Clodoaldo,Rui Melo e todo o pessoal do parque gráfico e tantos outros que continuarão, com certeza, o sonho e a obra de José Antônio de Oliveira. Registrando o infausto e fúnebre acontecimento, quero lembrar e prestar condolências a viúva Mari,  a Vanessa e demais familiares.

José Antônio foi jogador, torcedor e apreciador do futebol. Nas suas conversas relatava detalhes de partidas, gols, escalações e até narrava com conhecimentos o mundo futebolístico. Torcia pelo São Bento de Sorocaba e antenado com os grandes clubes  incentivava o Ary Kara na presidência do E.C. Taubaté que queria ver subir para a 1ª Divisão.   Assim era o nosso “Zé”. Os seus amigos como Carlos Marcondes, Henrique Nunes, Aryzinho do posto, Saulo, Mauro Fanta, Davi, Regis, Eraldo, Luiz do Excelsior, Danilo, João Bosco Nogueira, Paulo Ramos de Melo, Arthur, José Renato ,João Ribeiro, Dr. Thiers Lobo, Cacaio, Camilo, Dr. Isael, Álvaro, Ubirajara, João da Viva Pinda,Mário Ballarini,Sergio da Dokar,Chesco, Djalma, além de tantos outros que a memória não permite lembrar.   Escrevo com o coração para prestar o tributo de respeito e consideração ao jornalista e empresário que deixou a vida melhor do que a encontrou pela sua amizade e dedicação aos amigos. O jornal é a sua herança de energia continuando na trilha mais forte ainda porque tem valentes que se inspiram no homem coragem que agora vai imprimir o jornal na espiritualidade com nuvens de papeis e a tinta da sabedoria.


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